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The Creators Project em São Paulo

sexta-feira, agosto 13th, 2010

Amanhã é dia de The Creators Project em São Paulo. O projeto é uma rede que une criadores envolvidos com as tecnologias digitais ao redor do mundo. Funciona ao mesmo tempo como um canal de mídia que busca mostrar os trabalhos de artistas inovadores e um estúdio de criação que incentiva a produção e disseminação desses trabalhos. As exposições e apresentações do The Creators estão acontecendo desde junho em diversas cidades, como Londres e Nova York. A edição paulistana foi organizada pela Intel e pela Revista Vice e têm programadas exposições, debates e filmes na Galeria Baró, neste sábado, 14 de agosto, das 12h às 17hs. Vários artistas nacionais e internacionais estão participando, dentre eles Anaísa Franco, Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti, Radical Friend e Muti Randolph, que é dos jurados do Conexões 2010. Giselle Beiguelman, diretora artística do Instituto Sergio Motta, integra um painel de discussão sobre arte digital às 16hs. Não perca!

Inscreva-se no Conexões Tecnológicas 2010 até 31 de agosto. Conheça os trabalhos inscritos e debata sobre a produção universitária em nosso ning. Siga o Festival também no facebook e no twitter.

Entrevista – Giuliano Obici

quarta-feira, agosto 4th, 2010

Giuliano Obici e Alexandre Fenerich

Confira a nossa entrevista da semana, com Giuliano Obici.

Ele é artista experimental com ênfase em arte sonora, mestre em comunicação e semiótica pela PUC-SP com o livro “Condição da Escuta: mídias e territórios sonoros” ed. 7Letras e doutorando da ECA-USP. Além de professor da Escola de Artes na UAM, ministra cursos livres em arte digital abordando temas como interação em tempo real de áudio e video e instalações utilizando software e hardware livre. Forma o duo N-1 com o músico Alexandre Fenerich.

Nas apresentações do duo N-1, objetos como brinquedos de plásticos e vitrolas são incorporados, criando uma performance sonora visual. Você pode falar sobre a relação entre música e imagem no projeto?

O N-1 surgiu de uma busca pela experimentação do som. O uso de imagem veio depois por uma necessidade bem pontual em relação à performance musical. Imagine um palco com um monte de bugigangas que emitem som: rádio de pilha, bonecos de corda, caixinha de música, vitrolinhas; e duas pessoas tentando fazer música ao vivo com esses objetos, misturando-os com outros protótipos de instrumentos musicais – tecladinhos de brinquedo com circuit bending, sintetizadores caseiros, violão-relê e instrumentos digitais que processam os sons via computador. Colocamos tudo isso no palco e tocamos, gerando grande tensão para quem assiste-escuta, assim como para nós que tocamos. Diferente da performance tradicional musical onde se tem claro de onde vem o som no palco e como ele é produzido pelos músicos, na performance do N-1 os gestos mínimos não oferecem ao ouvinte essa relação direta. Tentando dar conta dessa desconexão visual, historicamente relacionado com o gesto do instrumentista, restituimos o pacto visual da performance musical com a utilização de um sistema de 4 câmeras de vigilância. Assim, nossos gestos são ampliados num telão, da mesma forma como amplificamos os sons. A partir daí iniciamos uma pesquisa de imagem dentro de uma perspectiva da experimentação sonora que conduz nosso trabalho. Narrativas diversas e absurdas se desenvolvem na dança dos próprios objetos em cena. Depois, vieram as imagens puramente sintéticas ao modo da performance da peça Marulho-Oceânico que apresentamos no festival Live Cinema 2009. Provavelmente a nossa próxima performance terá remix de filmes com a temática musical.

Entre os trabalhos inscritos no Festival Conexões Tecnológicas 2010, você destacaria algum? Por que?

A instalação Marvin Gainsburg, de Jeraman e Filipe Calegario é um exemplo interessante das questões múltiplas que envolvem a criação nos meios digitais. Transitando entre diferentes linguagens, envolve aspectos técnicos que lidam com associação e fluxo de textos postados no Twitter, criando uma experiência musical que pode ser associada à figura do repentista na tradição da música popular. Na instalação, palavra, som e imagem; poesia, música e video; indexação, algoritmo de reconhecimento de voz e inteligência artificial são associados. Tudo a partir de um dispositivo interativo, palavras projetadas, microfone, câmera e a web. Uma outra dimensão importante do trabalho é a participação das pessoas pela Internet, através de um sistema de busca com banco de dados alimentado pelo Twitter. Esse trabalho coletivo interfere diretamente no resultado da obra. Sobre o ponto de vista técnico é um trabalho sofisticado que implica um esforço grandioso e difícil de ser desenvolvido sozinho. Complexo pela utilização e articulação entre diferentes softwares e linguagens de programação. É significativo que ele tenha sido desenvolvido sob uma plataforma de distribuição livre, onde o trabalho acontece através de uma dinâmica coletiva pautada na colaboração e distribuição de conhecimentos na qual toda sua estrutura se fundamenta sobre a lógica do software livre e da internet como parte de uma obra múltipla. Para finalizar, ficam as perguntas: Existirá uma versão para português? Ou ainda, faremos nos próximos anos performance musical alá Marvin assim como as disputas entre repentistas? Conjecturas a parte, Gainsburg é um projeto instigante que tem virtudes quando pensamos nos possíveis cruzamentos que a tecnologia produz e nas fronteiras que ela possibilita experimentar, ainda mais quando estabelece este tipo de diálogo com nossa cultura musical. De alguma forma, Jeraman e Filipe nos lançam pistas para o que possa vir a ser os desdobramentos do repente na cultura digital.

Qual projeto ou artista você indicaria como referência para o trabalho que você escolheu para comentar?

Sven König no trabalho do ScrambleHackz (2008) não lida diretamente com o reconhecimento de fala, mas trata de uma questão em torno do remix audiovisual partindo da voz como instrumento de controle e de um sistema de busca de arquivos a partir de uma análise da onda sonora; Uma performance audiovisual e instalação para voz e mídia interativa (2003) criada por Golan Levin e Zach Libermana com Jaap Blonk e Joan La Barbara; Conversation Piece (2008), de Alexa Wright e Alf Linney; Conexões com Oráculo Sonoro de Julian Jaramillo e Giuliano Obici -2005

Leia Também a entrevista com a crítica de arte Priscila Arantes.

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Meego

quarta-feira, julho 14th, 2010

A Nokia e a Intel resolveram se unir para criar um novo sistema operacional open-source para tecnologias móveis. O software Meego, baseado em Linux, visa competir com o Android e o webOS. Já foi lançado para os telefones Aava e Nokia N900 e está sendo desenvolvido para netbooks, aplicações em veículos, televisão e vários outros dispositivos de comunicação. No site do Meego, você pode fazer o download do Meego 1.0, bem como fazer parte da comunidade que desenvolve a próxima versão do software de forma colaborativa.

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Jackson Marinho Vieira, Mar-iasemver-gonha, 2010

quarta-feira, julho 14th, 2010

Jackson Marinho Vieira

UNB| Artes Plásticas

Área de participação: Artes

Sinopse do trabalho:
A obra constitui uma web arte colaborativa chamada Maria Sem Vergonha. Um sítio de encontro na web, de evento artístico em rede, no qual a manifestação daqueles que participam compõem ou decompõem, um devir coletivo em informações multimídia.  Este nó na rede possibilita a criação de uma  cybercollage (DOMINGOS, 1997: 296). Uma plataforma híbrida, por ser múltipla enquanto linguagem, constituída de fotos, textos, vídeos e animações reunidas em um ambiente digital.

Para que fim foi realizado?
Trabalho desenvolvido para grupo de Pesquisa.

Canal pessoal:

www.mar-iasemver-gonha.net

Resumo do curriculum:
Jackson Marinho Vieira estudante graduando em Artes Plásticas no Instituto de Artes da Universidade de Brasília, participa do Grupo de Pesquisa Corpos Informáticos desde 2009 e outros grupos de Arte e Tecnologia, como o projeto Rede Brasileira de Instituições de Ensino Superior para Povos Indígenas, o Arte e Tecnologia Redes Transculturais em Multimídia e Telemática e o Autonomia Duvidosa. Tem atuado principalmente nos seguintes temas: fotografia, instalações interativas, performance, web arte e vídeoarte.

Sound cities

sexta-feira, julho 2nd, 2010

Sons de São Paulo no Sound Cities

Sound cities é um site colaborativo que reúne sons do mundo inteiro através de um banco de dados online. Qualquer pessoa pode participar e fazer parte deste grande mosaico sonoro, criado pelo artista inglês Stanza em 2000. Além de fazer o upload da gravação sonora, é possível remixar o conteúdo publicado por outros usuários da plataforma. Os primeiros sons foram coletados e publicados pelo próprio artista, que há 20 anos pesquisa as especificidades dos sons de diversas cidades pelas quais ele viajou. O google maps foi incorporado ao site, e nele você pode navegar pelas cidades ou pelos tipos de som. Com o projeto, o artista pretende fazer com que as identidades sonoras de vários locais apareçam. Será que alguém registrou as últimas esperanças da torcida brasileira na copa com as vuvuzelas?

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Horizonte Expandido

quarta-feira, junho 23rd, 2010

Está em cartaz até dia 15 de agosto no Santander Cultural, em Porto Alegre, a exposição Horizonte Expandido. Marina Abramović, Gordon Matta-Clark, Hélio Oiticica, Joseph Beuys e Robert Smithson são alguns dos artistas seminais que participam da mostra. A proposta da exposição, criada a partir do projeto Areal, é colocar o visitante em contato com a produção artística do contexto dos anos 60/70, que experimentava radicalmente a obra de arte como processo no qual o público era participador. Em vez de dar visibilidade a obras em situação expositiva, Horizonte Expandido tem como objetivo criar um espaço para o encontro entre pessoas, conceitos e obras, a fim de discutir como os artistas criam, interferem e compartilham suas idéias na sociedade. Um dos destaques é o artista norte-americano Robert Smithson (1938 – 1973), um dos mais influentes da arte do século XX. Seus trabalhos de land art eram intervenções em paisagens que tinham como preocupação principal a conexão entre natureza e ambiente. Em 1970 criou o conceito de escultura de site, que define escultura como parte de determinado espaço, e não como um objeto isolado.

Para quem desenvolve projetos de arte e design digital, com ênfase na interatividade com o público, essa exposição é uma referência indispensável.

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RIP: A Remix Manifesto.

quarta-feira, abril 28th, 2010

Clique na imagem e veja o primeiro episódio do filme.

Rip! A Remix Manifesto é um documentário sobre direitos autorais e cultura remix, idealizado pelo ciberativista Brett Gaylor. A ideia do filme é discutir, de maneira interativa, o panorama de produção midiática atual, onde as fronteiras entre produção e consumo são bastante instáveis.

Para trazer a proposta para a prática, o material bruto produzido para o documentário foi totalmente disponibilizado para criação colaborativa através da plataforma OpenSourceCinema.org, que possibilitava que os remixes produzidos pela comunidade fossem integrados à versão final.

O filme, que conta com depoimentos de gente como Greg Gillis (Girl Talk), Laurence Lessig (Creative Commons), Cory Doctorow (BoingBoing) e até Gilberto Gil, foi lançado em 2008 e está disponível para download gratuito.

Festival Conexões Tecnológicas 2010 – mais detalhes, aqui.

Já fez a sua inscrição? A data limite é 18/06.

Veja os trabalhos que já estão inscritos nessa edição.

Clique aqui e debata sobre Artes e Design.

Uma rede social GPS a serviço das Artes

terça-feira, março 30th, 2010

Imagine saber de todas as exposições artísticas que estão acontecendo próximas de onde você está? Agora imagine ter a opinião dos visitantes em tempo real? Se o assunto lhe interessou, então você precisa conhecer o FourSquare. Trata-se de uma rede social colaborativa que está disponível para o acesso de qualquer um que possua um Smartphone com acesso à internet 3G, na qual você indica onde está, vê onde outras pessoas estão e, principalmente, compartilha lugares com seus amigos. O acesso também pode acontecer via website, mas em tempo real, via celular, é bem mais legal!

Imagem G1

Baseada na tecnologia GPS, a rede social possui alguns diferenciais que estão conquistando cada vez mais brasileiros. Ao visitar um local, você marca sua passagem por ele no mapa geográfico da rede ou o cadastra para que todos fiquem sabendo do que se trata e que você está lá. É possível indicar o lugar também aos seus contatos do Twitter e Facebook.

Já quando se freqüenta muito um local, sempre registrando as passagens, você adquire pontos e, acumulando-os, se torna o “mayor” do lugar, podendo editar informações daquele lugar no site. E se for superado por alguém, perderá o cargo.

Encontre mais funcionalidades na coluna de Fernando Panissi no G1 ou no próprio site da Four Square.

Festival Conexões Tecnológicas 2010 – mais detalhes, aqui.

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Gifs animados – Colabore com o design!

quinta-feira, março 25th, 2010

A Escola Superior de Disseny de Barcelona está patrocinando um projeto bem bacana de Design na web, criado pela agência de comunicação Soon in Tokyo , também de Barcelona.

Eles desenvolveram um site colaborativo (I AM NOT AN ARTIST) em que estudantes de Design do mundo inteiro podem criar o próprio gif animado. O projeto começou com 56 trabalhos dirigidos por Johnny KellyMatthew Cooper.

O objetivo é reunir todos os trabalhos sem um deadline para acabar o projeto. Como eles definem “an animeted gif paranoia about nonstop designers workers”.

Veja alguns exemplos, navegue e se divirta!